Loja VirtualParticipe

COLUNA VERDE

Por que criar um instituto chamado Brasil Justo?

Por que Criar um instituto chamado Brasil Justo?

O IBJ foi criado para diminuir as desigualdades sociais e a destruição do meio-ambiente, apresentando um novo modo de produção que pensa a melhor forma de fazer algo, considerando os aspectos: econômicos, sociais e ambientais.

O objetivo é conciliar os interesses dos diferentes setores da sociedade, utilizando soluções simples, criativas e inteligentes, que permitam a geração de lucro aliada a conservação do meio-ambiente e uma melhor distribuição de renda.

O modo de produção capitalista desde o seu surgimento tem provocado distorções e anomalias, ao valorizar o lucro em detrimento de todos os demais aspectos sociais e ambientais. Ao longo dos anos o capitalismo se expandiu e a sua prática em larga escala aliada ao atual modelo de produção neoliberal agravaram a destruição da biosfera e a crueldade social.

O planeta não tem mais como suportar este modelo devastador, é preciso aprimorar o modo de produção capitalista, incluindo uma inteligência que também valorize o equilíbrio social e a conservação dos ecossistemas que ainda restam.

A pirâmide global da riqueza, representada abaixo, evidencia a criticidade e fragilidade deste modelo piramidal, que não se sustentará por mais de cinquenta anos. O estudo foi publicado no Relatório de 2012, do banco Credit Suisse (The Credit Suisse Global Wealth Report 2012) e apresenta a distribuição da riqueza (patrimônio) das pessoas adultas do mundo em 2012:
> Riqueza global: USD$ 223 trilhões de dólares;
> População adulta no mundo: 4,59 bilhões;
> Renda per Capita: USD$ 49.000,00 (quarenta e nove mil dólares).

Comparando a base e o pico da pirâmide, percebemos que 69,3% da população mundial (a base) vivia com apenas 3,3% da riqueza global, o que equivale a uma renda per capita de USD$ 2.293 (dois mil e duzentos e noventa e três dólares). Enquanto, no topo da pirâmide, apenas 0,6% da população mundial vivia com 39,3% da riqueza global, uma renda per capita de USD$ 3.017.241,00 (três milhões dezessete mil e duzentos e quarenta e um dólares).

A pirâmide global da riqueza

Obs.: no fim deste artigo, incluímos outras fontes de estudo que mostram as desigualdades sociais.

A proposta do IBJ é apresentar às comunidades, aos empresários e ao governo soluções inovadoras e inteligentes que conciliam todos os aspectos.

Em suas ações na Amazônia (Pará e Amazonas) o IBJ atua no apoio e fortalecimento direto de pequenos produtores e empreendedores rurais, (agricultores, pescadores, marisqueiros, artesãos, meliponicultores e etc.) que se capacitaram e se organizaram em associações comunitárias para se inserirem no mercado com seus produtos e serviços sustentáveis.

O IBJ apoia estas associações fortalecendo-as através de:

    > Criação da marca/logotipo da associação e do produto

    > Criação de embalagens para produtos

    > Criação de catálogo de serviços/produtos

    > Divulgação e valorização destas associações e de seus produtos/serviços em feiras, seminários, conferências e etc;

    > Inserção das associações comunitárias no site do IBJ, Youtube e facebook;

    > Criação de uma Loja Virtual no site do IBJ para facilitar a venda direta de produtos e serviços destas associações comunitárias;

    > Elaboração de projetos e participação em editais para conseguir verba para o fortalecimento dos empreendimentos socioambientais destas comunidades/associações. É o caso do Projeto Amazônia Justa, que propõe o desenvolvimento de um website para facilitar a comercialização de produtos/serviços da Amazônia, remunerar os artesãos, capacitá-los na gestão de seu negócio e na ferramenta web. Outro projeto é o Marapuama, um livro que através do universo literário lúdico descreve a trajetória destas associações, seus empreendimentos socioambientais e os obstáculos ocultos para o desenvolvimento social sustentável.

Em suas ações no Rio de Janeiro, o IBJ tem buscado parcerias com empresários de pequeno, médio e grande porte para implantação do Projeto Entrega Sustentável, que propõe o uso de veículos não poluentes, exemplo: bicicletas de pedal, elétricas, triciclos e moto flex e um apoio à comunidade do entorno, através de contratação com remuneração justa, carga horária flexível, plano de carreira e capacitação.

Ações pontuais implantadas:

    > Recreio dos Bandeirantes: instalações de teto verde, jardim vertical, horta orgânica e medicinal, minhocário, boiler com placa solar e sistema de calhas para aproveitamento de água.

    > Teresópolis: minhocário e reflorestamento com mudas nativas: (ipês brancos, amarelos, roxos, de jardim, pau mulato, acássias rosa e imperial, jacarandá mimosa, sibipuruna, e espatódia).

Além disso, o IBJ está prospectando:

    > De Magé a Caxias: Projeto de fortalecimento das comunidades locais com base em iniciativas sustentáveis em áreas afetadas por grandes construções, ex.: Dutos;

    > Costa Verde: Projeto de Biodigestor no Resort Club Med Rio das Pedras;

    > Guaratiba: Projeto de Agrissilvicultura para apoiar os agricultores locais;

    > Iha de Guaratiba: Projeto para construção de casas sustentáveis e populares capazes de propiciar custos baixos de habitação para população local.

A crueldade e a exclusão agridem o ser humano, que em geral se sente impotente e atribui a responsabilidade aos dirigentes de seu país ou às corporações, sem compreender que ele mesmo poderia gerar uma transformação, se em seu pequeno negócio pensasse não apenas em como lucrar mais, mas, em como manter um preço competitivo, conservando o meio-ambiente e dando aos seus funcionários remuneração apropriada e condições de desenvolvimento.

Da mesma forma o ser humano poderá como consumidor dar preferência a produtos ou serviços que utilizam inteligência para conservação ambiental e respeitam toda a cadeia produtiva.

O IBJ tem a missão de mostrar estas soluções criativas que beneficiarão a todos, sem aumentar o custo e podendo ser aplicadas em qualquer tipo de negócio.

Outras fontes que demonstram as desigualdades no Brasil e no mundo:

Dados oficiais da ONU, extraídos do PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento:

> No Brasil 1% dos mais ricos da população tem 17% de toda a renda; 
> Se somadas as 27 maiores propriedades privadas brasileiras teremos uma área equivalente ao Estado de São Paulo; 
> O Brasil está entre as nações mais desiguais do mundo, no último relatório do PNUD/2013 o Brasil aparece como o 4º país mais desigual da América Latina;
> No Brasil, as mulheres, as populações indígena e afrodescendente são as mais prejudicadas pela desigualdade social na região, por exemplo, apenas 5,1% dos descendentes de europeus vivem com menos de 1 US$ por dia, o percentual sobe para 10,6% em relação a índios e afrodescendentes;
> 40% da população mundial (2,8 bilhões de pessoas) vivem com renda abaixo da linha da pobreza; 
> Quase metade dos habitantes do planeta não dispõe de saneamento básico; 
> Os países industrializados, com menos de 20% da população mundial, consomem quase 80% dos recursos totais;
> As três pessoas mais ricas do mundo, juntas, têm tanto quanto o produto interno bruto (PIB) conjunto dos 48 países mais pobres, onde vivem 600 milhões de pessoas;
As 257 pessoas mais ricas, com mais de US$ 1 bilhão cada, juntas têm mais que a renda anual de 40% da humanidade;
> As 500 milhões de pessoas mais ricas (7,14% da população total) emitem 50% dos poluentes que causam mudanças climáticas;
> 800 milhões de pessoas passam fome todos os dias.